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Mulheres são maioria nas universidades, mas não coordenam estudos científicos, informa O Globo

No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, 11 de fevereiro, o jornal O Globo publicou um estudo segundo o qual as mulheres representam 57% dos estudantes de universidades, mas não ocupam muitos cargos de chefia na área científica. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o CNPq e o projeto “Parent in Science”, os homens formam a maioria do corpo docente (54%) e têm mais bolsas de produtividade em pesquisa (64%). De acordo com a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, as mulheres acumulam funções que podem prejudicar suas trajetórias profissionais, como cuidar de filhos, da casa e da saúde de familiares.  

Na opinião da bióloga Rafaela Falaschi, criadora do site Mulheres na Ciência, portal que conta com a colaboração de mais de 2.200 brasileiras, existem inúmeras razões pelas quais o percentual de mulheres na área científica diminui à medida em que elas progridem na carreira: “[Os motivos são] voltados aos estereótipos de gênero, além do ambiente ainda muito hostil tanto na academia quanto em espaços empresariais. Os números podem ser crescentes de mulheres com diploma universitário, mas o caminho para alcançar a equidade em postos de chefia, onde as decisões são tomadas, ainda é longo”.

A consultoria holandesa Elsevier publicou um relatório em 2017 alertando, também, para o desequilíbrio da distribuição das mulheres na ciência. Nas áreas de Humanas e Biológicas, elas são pelo menos 40%. Já nas Exatas, elas representam menos de 25%. A pesquisadora da Diretoria de Desenvolvimento Científico do Museu do Amanhã, Meghie Rodrigues, acredita que esta disparidade ocorre pelo preconceito firmado sobre o que é “profissão de homem” e “profissão de mulher”, mas também crê que o cenário está se transformando. No Brasil, o número de mulheres nas áreas científicas aumentou nas últimas décadas: entre 1996 e 2000, elas eram 38% de todos os autores publicados. Entre 2011 e 2015, o percentual subiu para 49%.
 

Seminário da SBPC sobre mulheres e meninas na ciência será transmitido online até 17h desta segunda-feira (11)
 

Declarado pela Assembleia Geral da Unesco, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência será celebrado no Brasil com o seminário “SBPC e as Mulheres e Meninas na Ciência”, que será realizado na sede da entidade, em São Paulo, e terá transmissão ao vivo pelo canal da SBPC YouTube nesta segunda-feira (11), das 9h às 17 horas. Haverá três mesas redondas, com os seguintes temas: “O papel da mulher na ciência”, “Mulheres na liderança científica e tecnológica” e “Projetos Incentivadores: Febrace e Tem Menina No Circuito”. Além disso, terá sessão especial de encerramento com homenagem às mulheres e meninas cientistas.
 

Leia mais: O Globo / Jornal da Ciência
Acesse o site Mulheres na Ciência


L.S. / L.L.

Manchete

O acúmulo de obrigações familiares e a desigualdade histórica estão entre os motivos


Postado

11.fevereiro | 2019


Tags

Educação


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